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	<title>Observatório Cristão &#124; Onde Música é Notícia</title>
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		<title>O último suspiro do Bicho de Bertoldo</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 15:32:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos André Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carlos André Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>

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Um amigo meu, homem de poucas letras, certa vez me contou causo de animal que caiu em suas mãos.
Na verdade, não era dele, mas sim de seu amigo, Bertoldo.
Bertoldo – como todos os Bertoldos, eu acredito –, tinha o hábito de ficar na beira de um rio, na região de Saquarema, bebendo e jogando conversa [...]]]></description>
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<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1275" title="last" src="http://www.observatoriocristao.com/observatorio/wp-content/uploads/2011/09/last.jpg" alt="last" width="590" height="443" /></p>
<p>Um amigo meu, homem de poucas letras, certa vez me contou causo de animal que caiu em suas mãos.</p>
<p>Na verdade, não era dele, mas sim de seu amigo, Bertoldo.</p>
<p>Bertoldo – como todos os Bertoldos, eu acredito –, tinha o hábito de ficar na beira de um rio, na região de Saquarema, bebendo e jogando conversa fora enquanto não vinham os peixes.</p>
<p>Numa dessas noites, avistou o estranho animal e, num impulso comum a todo homem espantado, decidiu levâ-lo –– é um impulso natural, que também motivou muitos casamentos.</p>
<p>Apresentado aos seus amigos de copo, o animal recebeu a alcunha de &#8220;Bicho de Bertoldo&#8221;.</p>
<p>Não. Não era eu, mas poderia ser.</p>
<p>Durante esses dois anos no Observatório escrevendo sobre Design, fiz amigos, ouvi o silêncio contundente dos comprometidos e, mais do que isso, fui fiel aos meus princípios: procurando ser o melhor de mim mesmo, mesmo que a minha originalidade fosse menos interessante do que a cópia mais perfeita, ou a última novidade que ninguém quererá saber no mês que vem.</p>
<p>Não tenho como agradecer a cada um dos que comentaram sobre esse projeto que, até aqui, era meu também.</p>
<p>O Blog vai continuar, contando com outros colaboradores ativos, e sobretudo com as dicas regulares do Mauricio Soares, que é uma espécie de âncora da coisa toda.</p>
<p>Quanto a mim, continuarei nos mesmos canais de sempre: aguardem, para breve, muitas novidades.</p>
<p>Mais do que Vargas &#8220;Saio da vida para entrar na História, no Design, no Cinema e na Geografia&#8221;.</p>
<p>Anuaê</p>
<p>__________________________________________________________<br />
Carlos André Gomes é Designer Gráfico e todo mundo que o conhece sabe disso.</p>
<p>PS.: O Bicho de Bertoldo era um ornitorrinco.<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=J070ZJIBX-o">The Beatles, \&#8221;Her Majesty\&#8221;, Abbey Road, 1969</a></p>

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		<title>Monte Bedr – o verdadeiro monte dos dez mandamentos</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 13:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos André Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ana Lopes]]></category>

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		<description><![CDATA[

O Caminho do Êxodo&#8230;
O Ponto de Partida para a rota do Êxôdo segundo a bíblia teria sido a cidade de Ramessés próximo ao Canal de Suez. No entanto, estudos geográficos mostram que o Canal de Suez era controlado por Faraó e que o único caminho viável e possível para a saída do povo hebreu seria [...]]]></description>
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<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1270" title="mo" src="http://www.observatoriocristao.com/observatorio/wp-content/uploads/2011/09/mo.jpg" alt="mo" width="590" height="667" /></p>
<p>O Caminho do Êxodo&#8230;</p>
<p>O Ponto de Partida para a rota do Êxôdo segundo a bíblia teria sido a cidade de Ramessés próximo ao Canal de Suez. No entanto, estudos geográficos mostram que o Canal de Suez era controlado por Faraó e que o único caminho viável e possível para a saída do povo hebreu seria o Golfo de Ácaba, o caminho mais próximo ao litoral, onde ao chegar, o exército hebreu os alcançou</p>
<p>Ex:14-9 E os egípcios perseguiram-nos, todos os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavaleiros e o seu exército, e alcançaram-nos acampados junto ao mar”</p>
<p><span id="more-1269"></span></p>
<p>E o mar se abriu&#8230;</p>
<p>&#8220;Então Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda.&#8221; Ex 14:21-22</p>
<p>Cientificamente é possível ocorrer um fenômeno assim. Um forte vento, como a bíblia descreve, pode ter o induzido.</p>
<p>O Mar Vermelho na verdade não é um mar, e sim um grande rio, e teria várias irregularidades em seu leito. Um fortíssimo vento poderia ter exposto o leito do rio fazendo com que as águas na parte mais rasa retrocedessem, e dessa forma, os hebreus puderam passar, e ao regredir o vento, o “mar” voltou a se fechar e então o exército de faraó teria sido extirpado.</p>
<p>Segundo um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA, a simulação bate com a situação apresentada pelo Livro do Êxodo – desde que um vento leste forte tenha soprado durante algum tempo.</p>
<p>Estudos geológicos não revelam irregularidades no nível do mar hoje, no entanto, há 3.000 anos as condições poderiam ser diferentes.</p>
<p>O Monte Sinai&#8230;</p>
<p>Da longa lista de acampamentos no deserto, Kades-Barnea e Ezion-geber são os únicos que podem ser identificados com segurança, mas não indicaram nenhum traço dos nômades israelitas, assim como não há nenhuma evidência arqueológica da ocupação do monte Sinai, onde depois de atravessar o Mar Vermelho Moisés teria levado o povo de Israel e onde teria recebido os dez mandamentos.</p>
<p>Segundo estudos geográficos esta afirmação é incorreta. O Monte Sinai está localizado na Península do Sinai, e é considerado o monte bíblico, no entanto, se Moisés e o povo hebreu saiu da terra do Egito pelo Golfo de Ácaba o Monte Sinai estaria a 250 km de distância. Em Dt 1:2 diz que Kades-Barnéia estava a 11 dias de distância do Monte Sinai, caminhando 6 km/dia como é suposto que eles tenham feito, considerando que levavam animais, crianças, velhos e muita carga e, por isso, caminhavam lentamente, em 11 dias caminhariam 66 km, isso mostra que o destino não foi o Monte Sinai, porém estudos mostram que o monte Bedr na Arábia Saudita, com as mesmas características descritas na bíblia está a 11 dias de Kades-Barnéa caminhando na velocidade que se supunha eles teriam caminhado. Portanto, Moisés não teria recebido os dez mandamentos no Monte Sinai.</p>
<p>Outro fato que embazaria esse pensamento de que o Monte Sinai seria na verdade o monte Bedr:</p>
<p>Ex:13:21 “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite”</p>
<p>Cientistas explicam que a nuvem de fumaça de dia e o fogo à noite se referia a um fenômeno natural, com uma representação simples, um vulcão. De dia sua fumaça densa e grossa, à noite suas chamas, geológicamente não há vulcões no Monte Sinai, porém foram encontrados vulcões ativos na Arábia Saudita, e um precisamente no Monte Bedr, onde acreditam os historiadores ter sido o local onde Moisés recebeu os dez mandamentos.</p>
<p>Estudos arqueológicos e mostram que muitos reinos e locais citados na jornada de Moisés e do povo hebreu pelo deserto não existiam no século XIII a.C., quando o Êxodo teria ocorrido. Esses locais só viriam a existir 500 anos depois, no período dos escribas deuteronômicos.</p>
<p>O maná no deserto&#8230;</p>
<p>Ex 16:14 &#8211; Disse-lhes Moisés: “Este é o pão que o Senhor lhes deu para comer. O povo de Israel chamou de maná àquele pão.”</p>
<p>Árvores do gênero dos tamariscos, que ainda hoje ocorrem na região da Arábia Saudita, produzem uma seiva doce que serve de alimento para alguns tipos de insetos. O pão que os judeus chamam de maná seriam gotículas de secreção produzidas por insetos que se alimentam da seiva, que caem como pequenos flocos cristalizados, semelhantes aos descritos no Êxodo. Rica em carboidratos, a seiva dos tamariscos fazia do maná uma fonte de energia essencial para uma multidão que caminhava dia e noite no deserto.</p>
<p>Para a comunidade científica, o Êxodo não aconteceu na época e da forma descrita na Bíblia, e parece irrefutável quando examina-se a evidência de sítios específicos, onde os filhos de Israel supostamente acamparam por longos períodos, durante sua caminhada pelo deserto (Números 33), e onde alguma indicação arqueológica – se existente – , é quase certo, seria encontrada, afinal eles teriam vagado pelo deserto por 40 anos.</p>
<p>Há historiadores que garantem que não houve um único e grande Êxodo, mas vários pequenos êxodos, no tempo de Moisés.</p>
<p>Sabemos que arqueologia é uma peça importante para auxiliar na história, mas não ferramenta decisiva.</p>
<p>O fato é que a história de um povo que ultrapassa milênios, e ainda hoje permanece viva e suscita mistérios é a narrativa de uma nação guiada por algo superior, que os faz permanecer, ainda que perdidos, lutando por um sonho. Moisés compartilha a história narrada ao longo dos livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.</p>
<p>Enfim são histórias do Velho Testamento, onde a justificativa espiritual estaria acima das verdades históricas.</p>
<p>___________________________________________________________________________<br style="padding: 0px; margin: 0px;" />Ana M. de Souza Lopes<br style="padding: 0px; margin: 0px;" />Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo</p>

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		<title>Preparando-se para a maratona da carreira artística</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 13:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos André Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maurício Soares]]></category>

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		<description><![CDATA[

Raramente consigo tirar umas horas em pleno fim de semana para ficar refastelado no sofá assistindo TV. Minha prioridade sempre é dar máxima atenção à família, mesmo que isso implique em passeios a shopping centers ou outras programações mais intensas.
Aproveitando meu momento de dolce far niente decidi assistir ao quadro de jovens cantores do Programa [...]]]></description>
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<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1266" title="bb" src="http://www.observatoriocristao.com/observatorio/wp-content/uploads/2011/09/bb1.jpg" alt="bb" width="590" height="427" /></p>
<p>Raramente consigo tirar umas horas em pleno fim de semana para ficar refastelado no sofá assistindo TV. Minha prioridade sempre é dar máxima atenção à família, mesmo que isso implique em passeios a shopping centers ou outras programações mais intensas.</p>
<p>Aproveitando meu momento de dolce far niente decidi assistir ao quadro de jovens cantores do Programa do Raul Gil.  É impressionante como mesmo crianças de pouquíssima idade se apresentam naquele palco com uma desenvoltura de gente grande! Esse talento nato é algo realmente inexplicável e é bastante interessante vermos como o carisma e talento artístico são diferenciais que surgem mesmo em pouca idade.</p>
<p>Ao analisarmos a história de grandes artistas que na fase adulta despontaram no meio artístico, 10 entre 10 relatam que desde crianças já possuíam uma tendência para a carreira artística. Parece até clichê, mas assim como quase todo presidente de banco ou de grandes empresas começou como office boy, grande parte dos artistas demonstraram aptidão para a carreira artística já na infância.</p>
<p><span id="more-1260"></span></p>
<p>No meio gospel, Cassiane começou sua carreira artística antes dos 10 anos de idade. A cantora Jamily, foi contratada por mim com seus 9 anos de idade já demonstrando uma qualidade musical impressionante. Daniela Araújo, que em breve estará lançando seu primeiro projeto solo, desde criança participou de back vocais e do grupo A Turma do Barulho. Outra que começou meninota foi Mara Maravilha, apresentando um programa de auditório na Bahia.</p>
<p>Há muitos casos de pequenos artistas que explodiram na infância, mas que não mantiveram-se ativos e sob os holofotes na fase adulta. Em muitos destes casos, constata-se que a continuidade da carreira artística de sucesso foi interrompida por problemas familiares, administrativos ou mesmo psicológicos. Sem querer entrar na seara sócio-psicológica do sucesso e ostracismo dos pequenos artistas, o tema deste post vai seguir uma outra linha de pensamento.</p>
<p>Vamos falar a respeito de uma única palavra. No “evangeliquês” esta palavra é bastante usual. No nosso dia a dia ela pode soar relativamente estranha. Estou me referindo sobre a palavra LONGEVIDADE do ponto de vista artístico.</p>
<p>Entre tantas diferenças perante o mundo artístico gospel e o secular, a longevidade da carreira de um cantor ou cantora é um aspecto bastante sensível. Se no mercado popular, um cantor manter-se no auge por mais do que 2 ou 3 verões é algo bastante difícil, já no meio gospel temos vários exemplos de artistas com relativo sucesso por 15, 20, 30 anos.</p>
<p>No meio fonográfico popular as tendências e modismos têm uma enorme influência sobre consumidores, mídias e eventos. No Brasil, convivemos recentemente com diversos movimentos culturais bastante diversos como lambada, axé, sertanejo,  pop rock, funk carioca, entre outros. Já no meio gospel os modismos são bem menos intensos, mas mesmo assim presentes. Basta lembrarmos o recente movimento da adoração congregacional e a adoração extravagante (não me perguntem o que significa ou de onde saiu esse termo!).</p>
<p>Listei pelo menos quatro aspectos que podem contribuir para uma carreira longeva no meio gospel e irei comentá-los sem criar um critério de importância, portanto irei descrevê-los de forma aleatória.</p>
<p>Tenho uma expressão que sempre repito quando falo sobre esse tema. O artista de música gospel deve sempre “saber chegar e sair” bem de seus compromissos. Principalmente se estes compromissos são em igrejas ou em eventos promovidos por lideranças evangélicas. Levando-se em consideração que no Brasil existem milhares e milhares de igrejas, dos mais variados tamanhos, públicos ou estilos, o cantor evangélico tem uma reserva de mercado praticamente ilimitado. Só que este enorme “mercado” deve ser tratado com máximo cuidado e atenção!</p>
<p>Basta um “furo de agenda, uma postura arrogante, uma falha de posicionamento, caráter, uma falta de palavra empenhada e coerência para que portas literalmente sejam fechadas! E este “fechamento de portas” pode se alastrar como rastilho de pólvora porque não existe networking mais eficaz e intenso do que entre pastores e líderes.</p>
<p>Sempre procuro orientar, principalmente aos jovens artistas, que mesmo quando um determinado pastor ou líder dá uma ‘bola fora’, a reação deve ser sempre fleumática. Jamais um artista deve se exasperar com um pastor ou um líder! Simplesmente faça sua parte e num próximo convite, caso realmente julgue interessante atendê-lo, ajuste todos os detalhes relembrando os problemas da programação anterior. Nada de pitis! Nada de stress! Nada de reclamações no twitter, no facebook, no blog! Nada de pichar muros ou de conclamar um levante contra este ou outro pastor, evento, programação. Mantenha sempre a calma e principalmente a razão!</p>
<p>Ainda sobre esse mesmo aspecto, a pior coisa que pode acontecer para a imagem de um artista é assumir a pecha de problemático, chato, irresponsável ou coisas do tipo! Pense sempre em sua carreira e em mantê-la o mais protegida possível. Lembre-se que para criar uma imagem positiva leva-se anos, mas para perdê-la basta um único problema!</p>
<p>Seguindo com nosso texto, outro aspecto importante para uma carreira longeva de sucesso tem a ver com a própria condução artística, ou seja, a escolha correta do repertório e da produção musical. A questão mais difícil após um projeto de sucesso é justamente superar este resultado numa produção seguinte. Então, por mais que pareça enlouquecedor, a necessidade de superação e criatividade na área artística é uma constante! E isso deve ser tratado com máxima atenção!</p>
<p>Jamais o artista deve subestimar seu público acreditando que já possui crédito e carinho suficiente para lançar um projeto de menor qualidade! O artista deve sempre buscar surpreender seu público! Deve sempre se superar na busca do máximo resultado em suas produções artísticas. Um artista que constantemente está em processo de reciclagem de idéias, conceitos e objetivos mantém-se sempre atualizado e de acordo com as tendências e demandas do mercado e de seu público-alvo.</p>
<p>Outra questão que merece atenção no processo de longevidade de uma carreira artística tem a ver com o planejamento de médio e longo prazos. Essa é uma questão que pouquíssimos artistas em nosso meio parecem levar em consideração.</p>
<p>Meses atrás almocei com um artista considerado um dos mais influentes do segmento nos últimos anos e impressionei-me ao ouvir dele sobre planos e objetivos para os próximos anos. Naquele momento percebi que ele entendia perfeitamente os ciclos de uma carreira artística e que justamente no seu momento de maior sucesso, já vislumbrava os próximos períodos buscando um arranjo antecipando-se aos fatos vindouros. Confesso que uma visão como esta em nosso meio é algo bastante raro! Portanto, não só na vida artística, mas nossa vida cotidiana, também precisamos nos planejar e nos preparar para cada etapa de nossa carreira, seja artística, pessoal ou profissional.</p>
<p>Por fim, o artista precisa estar sempre muito bem antenado ao seu tempo. E hoje, o tempo está diretamente ligado às tecnologias, em especial à web e todas suas ferramentas. É patético vermos como ainda temos artistas de relevância em nosso meio que seguem a “política do avestruz” enfiando a cabeça no buraco ao mínimo problema à frente! Seguir à frente fingindo que a web simplesmente não existe é um atestado claro de miopia e isso pode trazer resultados catastróficos para a continuidade de uma carreira artística. É inevitável a importância da web, em especial das mídias sociais, no processo de uma carreira artística neste momento.</p>
<p>É fundamental que todo artista que pretende manter-se no mercado ativamente nos próximos anos entenda a importância de ter um site devidamente atualizado com as mais modernas ferramentas. Que este mesmo artista saiba lidar com seu Facebook, twitter e outras mídias sociais de forma saudável e eficiente.</p>
<p>Existem atitudes que todo artista deve seguir no objetivo de manter uma carreira longeva e neste post listei apenas quatro aspectos, mas certamente outras dicas poderiam ser aqui descritas. Como exercício, que tal você listar mais algumas atitudes positivas para que a carreira artística seja prolongada com sucesso? Garanto que você ainda poderá identificar outras atitudes interessantes!</p>
<p>_______________________________________________<br />
Mauricio Soares, jornalista, consultor de marketing, publicitário e há 22 anos tentando manter-se atualizado e necessário num mercado extremamente competitivo, dinâmico e intenso.</p>

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		<title>Antes só do que mal acompanhada ou antes mal acompanhada do que só? Dilemas de uma jovem artista</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 14:13:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos André Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maurício Soares]]></category>

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A quantidade de emails, tweets, torpedos, mísseis, ligações telefônicas, sinais de fumaça e até mesmo cartas (até me assusto quando recebo ainda este tipo de comunicação do século passado!) que recebo de artistas postulantes a uma atenção aos seus respectivos trabalhos, composições, gravações, CDs, DVDs, clipes no meu dia-a-dia é absolutamente enorme e trazem uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-1254" src="http://www.observatoriocristao.com/observatorio/wp-content/uploads/2011/09/al.jpg" alt="" width="590" height="338" /><br />
</strong></p>
<p>A quantidade de emails, tweets, torpedos, mísseis, ligações telefônicas, sinais de fumaça e até mesmo cartas (até me assusto quando recebo ainda este tipo de comunicação do século passado!) que recebo de artistas postulantes a uma atenção aos seus respectivos trabalhos, composições, gravações, CDs, DVDs, clipes no meu dia-a-dia é absolutamente enorme e trazem uma sensação de frustração bem grande sobre esse humilde blogueiro. Digo isso porque é humanamente impossível dar a devida atenção a todos que justamente me pedem atenção. E justamente o fato de não poder dar a devida atenção a todos é que me traz uma sensação bem desconfortável porque fico numa encruzilhada tremenda! Como tenho muitos afazeres na posição que ocupo, há uma enorme demanda e responsabilidade às minhas atividades usuais. No entanto, como sou um ser conectado quase que 24 horas por dia nas redes sociais e na web, então fico bastante acessível a estes tipos de abordagens.</p>
<p>Teve um certo momento em que eu respondia a todo mundo. Inclusive aos <em>malas </em>que no fundo no fundo só querem mesmo é te tirar do sério e chamar sua atenção. A estes hoje tenho duas formas de agir: o simples e funéreo silêncio ou então o radical <em>block</em>, neste caso livro de ficar me estressando por mais tempo do que o necessário. Hoje em dia, não me torturo quando não consigo dar a devida atenção a todas as solicitações. Permito-me priorizar algumas coisas que realmente são muito importantes e pelas quais serei cobrado mais à frente. Mas ainda assim, tento, esforço-me, busco mesmo, atender ao máximo de pessoas que de alguma forma querem apresentar seus trabalhos.</p>
<p>E foi num fim de tarde que recebi uma solicitação pelo twitter de uma pessoa querendo meu email. Respondi-a por DM e minutos depois recebi um email apresentando o trabalho daquela determinada jovem cantora. Assisti uns vídeos indicados, li toda sua mensagem, visitei seu site oficial. Ao fim, transmiti-lhe palavras de incentivo, sugeri que continuasse trabalhando firme e que não abandonasse a leitura do Observatório Cristão. Dias depois recebi um novo email daquela cantora pedindo por uma oportunidade na gravadora em que sou diretor. Ela dizia que estava vinculada à gravadora X, mas que seu contrato estava prestes a acabar e que ela gostaria de ter uma oportunidade numa outra empresa (…)</p>
<p>Este caso me fez pensar num texto para nosso blog. Uma jovem artista, talentosa, decidida, ainda buscando seu espaço no mercado. Uma gravadora minúscula, desatualizada, distante das tendências do mercado, ainda focando exclusivamente no meio físico. Vale a pena para esta jovem artista insistir nesta relação com uma gravadora que pouco ou nada acrescentará à sua carreira? Até que ponto estar 100% independente é um risco que vale a pena?</p>
<p>De que forma eu deveria aconselhar aquela cantora? Manter-se numa empresa que notadamente não está satisfazendo-a ou optar por seguir um caminho independente? De forma bastante didática, entendo que neste caso específico a artista deveria ter uma conversa franca e direta com sua gravadora. É importante que a cantora exponha suas insatisfações, metas, sonhos, anseios, projetos. É fundamental que a gravadora apresente seu plano de trabalho em curto e médio prazos. Após esta conversa franca e profissional, sugiro que as partes estabeleçam um plano de trabalho. É importante que as tarefas sejam bem definidas, inclusive com prazos e investimentos.</p>
<p>Por mais complicada que seja a relação com a gravadora, entendo que caminhar independente é sempre a opção mais difícil. Então, creio que o caminho seja de uma parceria bastante transparente entre a gravadora e o artista. A gravadora não pode enganar o artista apresentando ações que efetivamente esta já sabe que não irá realizar. A pior relação é aquela em que falta respeito e confiança! É importante que a gravadora explique claramente até onde pode ir no trabalho de divulgação e marketing. O artista, por sua vez, precisa arregaçar as mangas e fazer um trabalho paralelo suprindo as falhas ou dificuldades que a gravadora tenha a realizar.</p>
<p>Somente se a situação tornar-se insustentável é que o artista deve considerar a possibilidade de caminhar com pernas próprias! Caso o artista perceba que a gravadora mais atrapalha do que ajuda, aí neste caso, a mudança de postura e atitude são inevitáveis! Então, o que todo artista deve cuidar, independente de estar ligado a uma gravadora ou não, é cuidar de sua plataforma web, de sua assessoria de imprensa e da qualidade de sua agenda de eventos. Estes 3 são os pilares para uma carreira artística neste momento: web, imprensa, agenda. É óbvio que nada disso se sustenta se o artista não tiver talento e um produto de qualidade! Mas entendendo que estes aspectos são condição <em>sine qua non</em> de qualquer artista, vamos apenas destacar estes 3 itens.</p>
<p>Hoje todo artista deve ter um site oficial dinâmico, prático e de fácil navegação. Basicamente as pessoas quando entram num site de artistas querem ter acesso à agenda de eventos (esta deve estar SEMPRE muito bem atualizada! Não adianta listar eventos de Janeiro de 2009), galeria de fotos (Nada daquelas fotos de shortinho em casa após uma faxina ou no aniversário da Vovó Dinda em 1989), contatos e biografia (não precisa contar a história desde a maternidade, seja sucinto!).</p>
<p>A assessoria de imprensa é um investimento que vale a pena, mas cuidado com os ACESSORES ou coisas do gênero. Também muito cuidado com o que vai ser divulgado. O papel do assessor de imprensa é fornecer informações interessantes sobre o artista e seus projetos. Também é função do assessor buscar espaço nas mídias para o artista. E por fim, invista na qualidade de sua agenda. Contrate um bom assessor para cuidar de sua agenda de compromissos. É fundamental que este profissional seja absolutamente organizado, educado e ágil. Estas são 3 características inerentes ao bom assessor de agenda! Nada de colocar aquele cunhado desempregado que já passou por 87 empregos nos últimos 6 meses para cuidar de sua agenda! O risco é enorme e ele será todo e exclusivamente seu!</p>
<p>Para a artista em questão minhas últimas sugestões foram exatamente estas: converse com sua gravadora, ajuste todos os pontos de conflito e faça corretamente a sua parte! Não transfira responsabilidades! Esteja sempre pronta a tomar uma decisão de seguir num novo rumo sem que isso se seja traumático para sua vida e principalmente carreira.</p>
<p>P.S. #1 &#8211; Muitas pessoas que leram nosso último texto sobre a lista de pessoas que contribuíram para o crescimento do mercado de música gospel no Brasil me cobraram pela inclusão de outros nomes. Como eu comentei no próprio texto, jamais consideraria aquela lista como definitiva! Não mesmo! Reconheço que muitas outras pessoas tiveram e têm uma participação importante em todo este processo. Portanto, não precisam se exasperar ou criar levantes contra o blog. Numa outra oportunidade farei uma nova versão revista e ampliada da lista e publicarei no blog.</p>
<p>P.S. #2 – O Encontro Internacional dos 42 leitores do Observatório Cristão está confirmado para dia 21 na Expo Cristã em frente ao stand da Sony Music. Caso você, leitor assíduo, não puder estar conosco neste dia, sem problemas, mandaremos o boleto bancário com a multa pela ausência diretamente em sua residência!</p>
<p>P.S. #3 – Quero agradecer os prêmios que estarei recebendo no mês de setembro. Um prêmio será conferido pela EBF Eventos a profissionais que se destacaram e apoiaram a Expo Cristã nos últimos 10 anos. O outro prêmio foi conferido pela Revista Show Business como destaque no mercado gospel. Muito obrigado pelo carinho e reconhecimento! Vamos que vamos!</p>
<p>________________________________________________________________________________</p>
<p>Mauricio Soares, publicitário, jornalista, colunista da Revista Consumidor Cristão, Comunhão e outros veículos, consultor de marketing, blogueiro.</p>

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		<title>Uma breve lista das pessoas que mais contribuíram para o sucesso da música gospel nos últimos anos</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 12:24:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos André Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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Os dias que antecedem a Expo Cristã são de intensa correria e muito trabalho. Digo isto como forma de justificar minha ausência com textos inéditos no Observatório Cristão nestes últimos dias. Apesar de que neste período de silêncio blogueiro, nenhum dos 42 leitores assíduos me cobrou por alguma novidade. Talvez tenhamos perdido os 42 leitores [...]]]></description>
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<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1250" title="hu" src="http://www.observatoriocristao.com/observatorio/wp-content/uploads/2011/09/hu.jpg" alt="hu" width="590" height="443" /></p>
<p>Os dias que antecedem a Expo Cristã são de intensa correria e muito trabalho. Digo isto como forma de justificar minha ausência com textos inéditos no Observatório Cristão nestes últimos dias. Apesar de que neste período de silêncio blogueiro, nenhum dos 42 leitores assíduos me cobrou por alguma novidade. Talvez tenhamos perdido os 42 leitores para algum site de fofocas de celebridades ou coisas do gênero (&#8230;)</p>
<p>Voltando ao nosso cotidiano, na última edição da Revista VEJA (Edição 2232) há uma matéria especial sobre brasileiros que com suas idéias, estudos, projetos e ações criativas conseguiram de alguma forma mudar o mundo. São 50 histórias de sucesso de pessoas que mataram as idéias antigas e ajudaram a criar um novo mundo.</p>
<p><span id="more-1248"></span></p>
<p>As pessoas citadas são de diferentes segmentos, desde ciência, meio ambiente, tecnologia, passando por esporte e cultura, indústria, finanças ou saúde, só para citar alguns. Entre as personalidades mencionadas na matéria, conhecemos pessoas como Miguel Nicolelis, neuro cientista paulistano que implantou um chip no cérebro de uma macaca na Carolina do Norte, EUA, que conseguiu movimentar um braço robótico no distante Japão. Também destaca o trabalho de Iron Calil Daher que desenvolveu um método de biometria capaz de rastrear impressões digitais. Este método atualmente é utilizado em 40 países. Há espaço ainda para destacar Andreas Pavel, o inventor do walkman, um aparelho portátil para se ouvir música desenvolvido em 1972. O walkman seria uma espécie de avô do Ipod para que os mais novos possam entender melhor do que se trata esse aparelho.</p>
<p>A matéria segue destacando outros 47 brasileiros que de forma criativa conseguiram marcar seus nomes em diferentes áreas e ajudaram a transformar o mundo. Esta matéria me deu um <em>insight</em> para tentar elencar algumas personalidades que mudaram ou mesmo contribuíram para que a música gospel brasileira chegasse aos atuais patamares.</p>
<p>Neste exercício de memória, surgiram alguns nomes de imediato. Outros nomes foram sendo recuperados com mais dificuldade, mas não com menos relevância. Minha memória é bastante boa ainda, mas ter a responsabilidade de fazer uma lista de notáveis é um exercício extenuante para qualquer pessoa que não queira causar injustiças.</p>
<p>Como não quero lançar uma lista definitiva, vou apenas elencar algumas pessoas que a minha lembrança permita destacar neste momento. Talvez, os 42 leitores oficiais (se é que eles ainda existem!?!?!?) ou outros abnegados até queiram contribuir indicando mais pessoas para essa lista. Talvez até esta lista reverbere em outras oportunidades neste blog (&#8230;) por ora vamos destacar algumas pessoas. Vamos a elas!</p>
<p>Quando o mercado de música gospel se restringia a pouquíssimas gravadoras, ainda no tempo das bolachas de vinil, os enormes LPs, duas empresas se destacavam e contribuíram decisivamente para a popularização de um mercado ainda iniciante à época.</p>
<p>No Rio de Janeiro, a gravadora Som &amp; Louvores abriu espaço para praticamente todos os grandes artistas que hoje comemoram 20 anos de carreira ou mais. Por esta gravadora, dirigida com ‘mão de ferro’ por <strong>Orlando VN</strong>, foram lançados nomes como Cassiane, J.Neto, Mattos Nascimento, Shirley Carvalhaes, Altos Louvores, Rose Nascimento, Irmãos Levitas, Álvaro Tito, entre outros. Orlando VN foi um batalhador incansável para que a música gospel chegasse em todo o país e merece nosso respeito por abrir espaço para tantos artistas que tempos depois se tornaram referência no segmento.</p>
<p>Em São Paulo, quem se destacava era a gravadora Bompastor, dirigida por <strong>Elias de Carvalho</strong>, filho do cantor <strong>Luiz de Carvalho</strong>, uma das maiores referências de todos os tempos da música evangélica brasileira. No <em>cast</em> da gravadora iniciaram artistas como Banda &amp; Voz, Cristina Mel, Banda Shaday, entre outros. A gravadora também foi a pioneira em trazer para o país produtos internacionais como Amy Grant, The Imperials, Sandy Patty, Jaci Velasquez.</p>
<p>Falando propriamente de artistas, como posso não destacar a importância de <strong>Cassiane</strong> para a música gospel? A pequena cantora foi a primeira artista de música gospel a romper a barreira de 1 milhão de cópias e a ter suas canções sendo executadas de norte a sul pelo país. Ou também não destacar <strong>Aline Barros</strong> como sendo a primeira artista a participar de programas de TV, em especial no Programa da Xuxa da Rede Globo? Estas duas artistas foram fundamentais para que a música gospel chamasse a atenção da mídia e da indústria.</p>
<p>Outra pessoa que merece entrar neste rol é o <strong>Bispo Marcelo Silva</strong>, presidente da Rede Aleluia, idealizador e maior incentivador do Troféu Talento, até hoje a mais importante premiação da música gospel nacional que infelizmente deixou de existir a alguns anos atrás.</p>
<p>Outro que merece destaque é o cantor, poeta, polêmico, compositor <strong>Janires</strong> que com suas canções mudou radicalmente a forma de expressão da música cristã de até então. Sua poesia até hoje reverbera e influencia gerações. Suas idéias continuam ecoando pelas mentes de quem tem contato com sua obra. Sua forma de falar de Cristo até hoje é difícil de ser comparada.</p>
<p>Acho que neste seleto grupo também tenho que incluir o <strong>Ministério Diante do Trono</strong> que modificou a forma do louvor e adoração no país com todos os seus projetos grandiosos e principalmente por inserir longos momentos de ministração e cânticos espontâneos em suas apresentações e gravações. Ainda na linha de ministério de louvor, não há como negar a importância do <strong>Toque no Altar</strong> que também mudou a forma do louvor congregacional trazendo uma ótica mais pessoal, mais relacional entre o homem e Deus. O Toque no Altar conseguiu a façanha de ter todo o repertório de seus trabalhos sendo executados nas igrejas de todo o país.</p>
<p>Mais recentemente, <strong>Régis Danese</strong>, alcançou o grau máximo de exposição com a canção “Faz Um Milagre em Mim”. Num determinado momento, o cantor de cabelos arrepiados (toneladas de gel e choques na tomada de 220V garantem sempre o penteado!) parecia uma figura onipresente nos programas populares de TV. Nas ruas de todo o Brasil, a canção ecoou de uma forma completamente inédita no país até então.</p>
<p>Vou chegando ao fim de minha lista incluindo duas mídias importantíssimas para o crescimento da música gospel. O primeiro que quero destacar é a <strong>Rádio Melodia</strong> do Rio de Janeiro que foi a primeira emissora FM com programação exclusivamente evangélica a entrar no ar numa capital brasileira. Através das ondas amigas da emissora, muitos sucessos foram lançados e se tornaram hits no resto do Brasil. O que era sucesso na Rádio Melodia, seria sucesso em todo o território nacional. A outra mídia que merece figurar nesta lista é o extinto programa <strong>Gospel Line</strong> transmitido por mais de 12 anos ininterruptos na Rede Record, que contou com a apresentação do ex-Dominó, Nill, Mara Maravilha, Isis Regina e Julio Costa em diferentes épocas. Durante muitos anos, o programa foi o principal e único palco na TV brasileira onde os artistas evangélicos tinham oportunidade de apresentar seus trabalhos.</p>
<p>Chego ao fim desta pretensa lista tendo a certeza de que todos os citados foram verdadeiramente importantes e mesmo decisivos para o atual estágio da música gospel em nosso país. Mas também reconheço que esta lista carece de um estudo absurdamente mais apurado porque muitas pessoas de igual importância foram simplesmente esquecidas por este incompetente pseudo-formador-de-listas.</p>
<p>Aos que se sentirem esquecidos, por favor, peço que se manifestem das mais diversas formas (só não vale me processar porque é covardia!). Esta lista está longe de ser perfeita. Creio que pelo menos outras 50 pessoas ou mais deveriam estar integrando-a, mas como meu tempo está acabando, reservo-me o direito de findá-la temporariamente agora.</p>
<p>Aos leitores, sugiro que cada um faça uma lista também. Quem sabe, numa próxima oportunidade possamos fazer uma eleição das 50 pessoas mais importantes para a música gospel brasileira em todos os tempos?</p>
<p>_________________________________________________<br />
<em>Mauricio Soares, blogueiro, tricolor, publicitário, consultor e atualmente ouvindo avidamente o CD “Daniela Araújo” que será lançado na Expo Cristã pela Sony Music.</em></p>

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		<title>Pra não dizer que não falei de flores ou preparando-se para a Expo Cristã 2011!!!</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 19:27:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos André Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maurício Soares]]></category>

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		<description><![CDATA[

Mais uma vez aproveito meu tempo de embarque para escrever um texto para o Observatório Cristão. Desta vez estou retornando ao Rio de Janeiro após uma rápida permanência na capital paranaense.
Para vocês entenderem como funciona a “Democracia OBC” meus textos são sempre enviados para o censor-mor Carlos André que não só critica a qualidade do [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;" align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-1242" title="Winniet The Pooh é um ursinho feliz. Ele tem muitos amiguinhos." src="http://www.observatoriocristao.com/observatorio/wp-content/uploads/2011/08/wtp.jpg" alt="wtp" width="590" height="443" /></p>
<p>Mais uma vez aproveito meu tempo de embarque para escrever um texto para o Observatório Cristão. Desta vez estou retornando ao Rio de Janeiro após uma rápida permanência na capital paranaense.</p>
<p>Para vocês entenderem como funciona a “Democracia OBC” meus textos são sempre enviados para o censor-mor Carlos André que não só critica a qualidade do texto como em grande parte das vezes age como uma espécie de consultor preventivo de dores de cabeças e saias justas. Ele sempre lê os textos antes de serem publicados interpretando da pior forma possível para que assim, poupemo-nos de eventuais desdobramentos negativos por uma colocação mal colocada.</p>
<p><span id="more-1241"></span></p>
<p>Ao longo destes dois anos de existência do blog, vários textos foram censurados, cortados, reescritos ou mesmo eliminados sumariamente. Talvez pós-morte desse abnegado blogueiro estes escritos possam ser reunidos numa espécie de “dossiê para maiores” do Observatório Cristão. A posteridade dará a derradeira resposta sobre essa questão!</p>
<p>Então, atendendo à sutil indicação do censor-mor, meu texto escrito ontem no circuito Rio-Curitiba foi devidamente engavetado e a sugestão foi de que eu escrevesse algo mais ameno, algo do tipo Poliana, Lulinha Paz e Amor ou Alice no País das Maravilhas.</p>
<p>Então, o primeiro assunto que me vem à mente é justamente o próximo grande evento do mercado evangélico que acontecerá no mês de setembro na cidade de São Paulo. Trata-se da maior feira de produtos cristãos, não mais da América Latina, mas de todo o mundo, a Expo Cristã que acontecerá de 20 a 25 de setembro no Pavilhão de Eventos do Anhembi.</p>
<p>Apenas para registro, eventos similares à Expo Cristã acontecem nos EUA, berço do mercado religioso e no México. Sinceramente não tenho conhecimento sobre eventos similares a estes na Europa ou na Ásia. Nos EUA, a CBA reúne os principais lojistas, varejistas e fornecedores do mercado religioso que concentra não somente empresas do gênero evangélico como também católico. A convivência entre esses dois segmentos, católico e evangélico, por lá se dá de forma bastante civilizada. Por aqui no Brasil essa civilidade parece ser bem menos possível, pelo menos nos próximos anos.</p>
<p>A CBA já foi considerada a maior feira de negócios do mercado religioso mundial, mas em função das mudanças de comportamento do consumidor norte americano e, principalmente das dificuldades econômicas naquele país, a feira foi minguando ano a ano e hoje talvez represente 50% do que foi tempos atrás.</p>
<p>Nos EUA também acontece tradicionalmente a Expolit, feira de negócios religiosos exclusivamente voltada para o mercado latino. O evento que sempre acontece nos meses de maio em Miami também sentiu significativamente as mudanças da economia na região e hoje reduziu sua força drasticamente.</p>
<p>No México, a Expo Cristiana é uma feira que acontece nos meses de outubro na capital do país e é focada exclusivamente no mercado varejista religioso. O modelo segue bem de perto o projeto desenvolvido no Brasil onde o foco é centrado no mercado lojista, mas também considerando o público consumidor como prioridade em determinados dias do evento.</p>
<p>Comemorando seus 10 anos de realização, a Expo Cristã é o retrato fiel de um mercado em busca de uma identidade e consolidação. A feira que começou de forma tímida com pouco mais de 50 expositores hoje consegue reunir cerca de 300 empresas nos mais variados segmentos de negócios como gravadoras, editoras, confecções, agências missionárias, mídias especializadas, entre outras.</p>
<p>Tendo participado das 10 edições da Expo Cristã consigo ver claramente as mudanças de atitude dos lojistas e principalmente expositores no evento. A primeira fase da Expo Cristã, compreendida nos 3 primeiros anos foi notadamente caracterizada pela incerteza dos expositores e principalmente dos lojistas. A presença dos lojistas de todo o país foi crescendo timidamente ano a ano. Em contrapartida, a vontade dos expositores em acreditar no projeto foi crescendo sistematicamente por entenderem a importância de um evento no calendário nacional que reunisse todo o mercado.</p>
<p>Os 3 anos seguintes foram os tempos de pujança e desperdício por parte dos expositores. A disputa naquela época não era somente pelos grandes pedidos, pelos grandes negócios, mas também por qual stand impressionaria mais os presentes. Foi um tempo de latifúndios, áreas de 300 metros quadrados com projetos nababescos nos moldes do Templo de Salomão.</p>
<p>Na seqüência, o tempo das vacas magras chegou sobre a feira. Depois do ‘milagre econômico’ o mercado gospel bateu de frente com uma realidade bem menos animadora e os cortes foram drásticos nos investimentos atingindo diretamente a Expo Cristã. Foi o período da ausência de tradicionais expositores, da diminuição radical de espaços de stands e onde o clima de ‘fim de feira’ chegou a assustar algumas pessoas. Este período negativo durou exatamente 2 anos e ficou caracterizado como as duas edições mais feias esteticamente em relação aos stands da história do evento. Foi em uma destas edições que surgiu um mega stand de 400 metros quadrados ou mais reunindo outros subexpositores menores numa espécie de Feira da Sulanca, um desastre!</p>
<p>O interessante é que mesmo neste momento das ‘vacas magras’ o afluxo de lojistas só vem aumentando à feira. Parece que depois de anos e anos de distanciamento o evento entrou definitivamente no calendário e nas prioridades de lojistas do país.</p>
<p>No último ano, acompanhando os números positivos da economia brasileira, o mercado religioso reagiu e a Expo Cristã mais uma vez contou com uma presença maciça de expositores e lojistas. Estima-se que no ano passado mais de 150 mil pessoas marcaram presença nos 6 dias de evento. Justamente em 2010 notou-se o regresso de expositores que nas últimas edições optaram em não marcar presença no evento e a estréia de tantas outras empresas como Som Livre, Sony Music e Mapfre Seguradora.</p>
<p>Para o ano em que comemora sua décima edição, a Expo Cristã mudou de casa. Saiu do Expo Center Norte para o mais tradicional espaço de grandes eventos da capital paulistana, o Pavilhão do Anhembi. Restando exatos 30 dias de sua realização, mais de 98% da área de expositores já encontra-se devidamente negociada.</p>
<p>Representantes de empresas de vários países como Uruguai, Argentina, Colômbia, Chile, da América Central, EUA, Moçambique, Angola, Portugal estarão presentes. Mais de 200 caravanas de diversas cidades do país já confirmaram presença. Vários eventos paralelos estarão sendo realizados nos 6 dias do evento e são aguardados mais de 160 mil pessoas ao local.</p>
<p>Para quem pretende entender um pouco mais deste mercado é fundamental uma visita à Expo Cristã. Para quem quer conhecer as últimas novidades das empresas que atuam neste setor, não há melhor oportunidade. Para quem simplesmente deseja ver os artistas, pastores e autores bem de perto, a tietagem é liberada! Além de todos estes atrativos já mencionados, a oportunidade de adquirir produtos dos mais variados estilos é um programa bastante interessante a se fazer em família.</p>
<p>Quando me perguntam se estarei todos os dias do evento a resposta é sempre a mesma! Sim! Estarei morando na Expo Cristã por todos estes longos dias! Até porque entendo que como todo e qualquer ramo de negócios é importante que tenhamos uma feira do segmento. Além disso, a Expo Cristã é a melhor oportunidade para eu rever amigos, conhecer pessoas e principalmente ter um <em>feedback</em> instantâneo de como o nosso trabalho está sendo percebido pelo mercado.</p>
<p>Esta oportunidade de conversar com lojistas, de atender consumidores, de interagir com artistas, de estreitar relacionamentos com mídias ou simplesmente de poder respirar o mercado fora do conforto de uma sala refrigerada de frente para o mar, fazem um bem tremendo para mim como pessoa e como profissional.</p>
<p>No ano passado me emocionei com pessoas que simplesmente queriam me dar um abraço, dizer um alô, tirar uma foto ou mesmo me entregar um CD. Lembro-me, em especial, de um jovem de Vitória da Conquista/BA que viajou por 24h simplesmente para me dizer como os textos do Observatório Cristão serviram para estimulá-lo.</p>
<p>Percebo como é importante para as pessoas estarem ali ao lado de seus artistas preferidos e para isso faço questão de proporcionar a vinda do maior número de nomes de nosso <em>cast. </em>Nestes dias fico observando as atitudes de cada artista e no menor sintoma de estrelismo ou cansaço intervenho pessoalmente para que todas as pessoas sejam devidamente atendidas com máxima atenção.</p>
<p>Recordo-me que tempos atrás, uma determinada gravadora fazia questão que seus popstars circulassem pela Expo rodeados por um séquito de seguranças. O simples deslocamento de uma comitiva com aqueles brutamontes com seus ternos ao estilo MIB e óculos escuros já causavam tumulto e nem sempre o público demonstrava interesse por aqueles artistas.</p>
<p>Nossa postura é diametralmente oposta a essa “política de bolha”. Especialmente durante a Expo Cristã faço questão que todo o <em>cast</em> esteja acessível aos abraços, carinhos, apertos, beijos, autógrafos e toda e qualquer manifestação de carinho.</p>
<p>Portanto, se você ainda tinha alguma dúvida se valeria a pena participar da Expo Cristã 2011, sugiro que avalie positivamente esta oportunidade. Caso você seja um artista independente em busca de uma gravadora não há melhor lugar para conhecer os responsáveis pelas gravadoras que compõe o mercado gospel. Além das gravadoras, grande parte das mídias do segmento estarão por lá também e vale a pena conhecer cada veículo de comunicação.</p>
<p>Aproveitando a oportunidade, estamos convocando os nossos 42 leitores para o I Congresso Internacional de Leitores Assíduos do Observatório Cristão durante a Expo Cristã. Não teremos pauta de reuniões, debates acalorados, taxas de inscrição ou mesmo um auditório disponível. Simplesmente queremos abraçar pessoalmente um a um e colocar o papo em dia. A coordenação deste Congresso ficará por conta do @RonaldoCordas e @JonasPauloFS.</p>
<p>Nos vemos na Expo Cristã!</p>
<p>___________________________________________________________________</p>
<p><em>Mauricio Soares, jornalista, publicitário, blogueiro de textos ácidos entremeados por outros recheados de poesia, paz e amor e, ainda, alguém em vias de quebrar o recorde de 264 CDs e DVDs recebidos durante a última edição da Expo Cristã.</em></p>

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		<title>Se o Phil Collins errou, você também pode errar!</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 14:03:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos André Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maurício Soares]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Musical]]></category>

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Ao longo de nossa vida vamos formando nosso caráter, nossas opiniões e uma forma própria de enxergar tudo que está em nossa volta. Algumas questões são inegociáveis, fazem parte da formação mais íntima do ser humano e serão presentes durante toda a vida do indivíduo. Longe de querer mostrar-me como um velho turrão, existem algumas [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1238" title="fail" src="http://www.observatoriocristao.com/observatorio/wp-content/uploads/2011/08/fail.jpg" alt="fail" width="590" height="345" /></p>
<p>Ao longo de nossa vida vamos formando nosso caráter, nossas opiniões e uma forma própria de enxergar tudo que está em nossa volta. Algumas questões são inegociáveis, fazem parte da formação mais íntima do ser humano e serão presentes durante toda a vida do indivíduo. Longe de querer mostrar-me como um velho turrão, existem algumas questões que para mim também são muito difíceis de mudar a forma de pensar e, sem dúvida, o fato do artista se auto-produzir é algo que confesso, faz parte deste rol de assuntos inegociáveis.</p>
<p>Dias atrás ao pesquisar alguns blogs e sites sobre o universo da música e da produção musical, encontrei um site que comentava sobre a tentativa frustrada de Phil Collins de produzir-se num projeto de super clássicos da Motown, o CD “Going Back”.</p>
<p>Uma das questões que me chamaram atenção ao texto foi justamente o título do texto que dizia mais ou menos assim: “Se até Phil Collins errou nessa, ninguém está livre desta armadilha”. O texto prosseguia contando toda a trajetória do projeto que consistia em regravar os grandes sucessos da gravadora que marcou a história do mercado fonográfico mundial.</p>
<p><span id="more-1236"></span></p>
<p>Phil Collins tinha a intenção de recriar o som da Motown, o que por si só já é um tremendo desafio. Neste momento vale a pena ressaltar que numa época onde a tecnologia era muito limitada o som que era produzido nos projetos da Motown realmente eram surreais. Mas voltando ao projeto, Collins decidiu utilizar-se do maior número de músicos da época, instrumentos e equipamentos, tudo com o objetivo de recriar o ambiente original.</p>
<p>Para assessorá-lo, Phil Collins convidou o engenheiro Yvan Bing, amigo de outros projetos de sucesso e o profissional que deveria recriar o som da antiga gravadora. E como qualquer produtor musical, Phil Collins estabeleceu suas metas, cronograma, agendou músicos e coordenou todo o processo de produção do CD.</p>
<p>Como qualquer projeto musical, no fim das contas o que vale a pena mesmo é justamente o resultado final. Não importa se usamos este ou aquele microfone, se gastamos 10 ou 300 mil reais, se os músicos são de Praga, Nova Iorque ou de Nova Iguaçu. A avaliação sobre o sucesso do projeto será realizada através da reação do público já nos primeiros contatos com a música.</p>
<p>Mas voltando ao projeto do Phil Collins, o que os críticos observaram é que a voz do intérprete simplesmente não se encaixava na proposta do projeto. O resultado ficou parecendo um karaokê, com os vocais soando distantes, sons desconexos, até mesmo soando algo meio cômico. Uma revista especializada chegou a elucidar o porquê do resultado desastroso deste projeto. Simplesmente Phil Collins decidiu manter os <em>takes</em> originais dos vocais de seu estúdio caseiro.</p>
<p>Mas por qual motivo, Phil Collins optou por essa decisão? Depois de tanto tempo de trabalho e pesquisa, após a contratação de músicos famosos, uma peregrinação por diferentes estúdios e um excelente trabalho de engenharia de áudio, por que não gravar os vocais novamente e perder alguns dias a mais no projeto?</p>
<p>Só podemos concluir que o produtor perdeu a perspectiva maior do projeto. E este é um antigo problema que aflige muitos produtores/artistas que precisam se dividir na dupla função e em prioridades distintas. Neste caso fica bastante evidente que faltou uma opinião de uma terceira pessoa.</p>
<p>Sempre deixo muito claro aos artistas em início de produção que tão importante quanto a escolha de repertório é a decisão sobre o produtor. E neste caso, friso ainda que não creio em artista que se auto-produz!</p>
<p>Já tive oportunidade de trabalhar com pessoas que gostavam de ‘jogar nas onze’! A pessoa queria dirigir mega projetos, pregar, compor, analisar repertórios, decidir sobre capas de CDs, cantar, sapatear, dirigir clipes, administrar o plano de marketing, a área comercial, em suma, além de empacar todos os processos, o resultado era sempre muito aquém de seu potencial. Tem uma frase que costumo repetir neste caso específico: <em>“Narciso acha feio o que não é espelho</em>!”, ou seja, num bom português, tem gente (e artista também!!) que não consegue lidar com opiniões de terceiros.</p>
<p>Além do artista/produtor com espírito democrático de Hugo Chavez, há uma outra categoria com resultado similar e desastroso, o artista/produtor com espírito de “Ainda Falta”, que podemos exemplificar como aquela pessoa que não se contenta NUNCA com o resultado final demonstrando uma insegurança absurda! Para essa pessoa sempre ainda está faltando alguma coisa para atingir a perfeição, ou seja, nunca o projeto chega ao fim. Quando esse artista/produtor entrega seu projeto (devidamente com todos os cronogramas absolutamente estourados!!!) a estafa é tão grande que ele perde todo o entusiasmo de trabalhar artisticamente o projeto.</p>
<p>Nos projetos onde o artista quer cuidar de tudo, o resultado quase sempre fica abaixo da capacidade da produção ou da interpretação artística. Então se você é um artista que está prestes a começar um projeto de gravação, analise as possibilidades de contar com um produtor musical de qualidade. Se a grana não está sobrando e você realmente confia em sua capacidade de produção, no mínimo, convide pessoas (não necessariamente seus parentes ou vizinhos) para ajudarem na crítica ao resultado do projeto. Às vezes, a economia que você fará ao contratar um profissional experiente se transformará em desperdício por finalizar um projeto de baixa qualidade! Pense nisso!</p>
<p>Termino esse texto com a máxima tão surrada de que compositor é compositor, artista é artista e produtor é produtor.</p>
<p>_______________________________________________________<br />
<em>Mauricio Soares, publicitário, jornalista, A&amp;R zen cristão com enorme capacidade para lidar com opiniões divergentes, ou melhor, quase sempre!</em></p>

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		<title>Observando o despertar de um boato ou não repita fatos, apure-os e crie sua opinião.</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 18:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos André Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maurício Soares]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Fonográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Gospel]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Musical]]></category>

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Diz o ditado popular de que uma mentira repetida várias e várias vezes acaba se tornando uma verdade, ou no mínimo uma meia-verdade, ou então num boato &#8230; e você sabe né? no fundo, no fundo, todo boato tem um fundo de verdade! Isso me remete a lembranças e casos muito interessantes. O primeiro que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-1233" title="Foto: Flickr da Banda Catedral. Todos os direitos reservados a Banda Catedral [ O F I C I A L ]. www.bandacatedral.com.br" src="http://www.observatoriocristao.com/observatorio/wp-content/uploads/2011/08/ct.jpg" alt="Foto: Flickr da Banda Catedral. Todos os direitos reservados a Banda Catedral [ O F I C I A L ]. www.bandacatedral.com.br" width="590" height="384" /><br />
</strong></p>
<p>Diz o ditado popular de que uma mentira repetida várias e várias vezes acaba se tornando uma verdade, ou no mínimo uma meia-verdade, ou então num boato &#8230; e você sabe né? no fundo, no fundo, todo boato tem um fundo de verdade! Isso me remete a lembranças e casos muito interessantes. O primeiro que me vem à mente aconteceu durante minha passagem pela Line Records, lá pelos idos de 2003, 2004, minha senilidade precoce não contribui para que a informação seja 100% confirmada, mas foi mais ou menos nesta época.</p>
<p><span id="more-1232"></span>Havíamos acabado de contratar a Banda Catedral e na seqüência programamos uma coletiva de imprensa em São Paulo. O Catedral foi um dos maiores ícones da música gospel no finzinho da década de 80 e que verdadeiramente explodiu como fenômeno de massa por volta dos anos 90. Após muito sucesso e uma bem sucedida carreira numa gravadora gospel, o quarteto optou por seguir uma trajetória inédita de ingressar numa multinacional secular ampliando significativamente suas possibilidades de trabalho. Aquela mudança de foco gerou uma série de comentários no meio gospel e entre apoios e discordâncias, surgiu um boato de que o grupo Catedral havia sido entrevistado no programa do Jô Soares. Entre riquíssimos detalhes da referida entrevista, ouvia à época muitas pessoas comentando, numa credibilidade impressionante, que o grupo havia inclusive negado a Jesus por 3 vezes e o apresentador, inclusive chamava atenção com seu humor mordaz para esse fato provocando uma saia justa daquelas!</p>
<p>Para os mais jovens, vale ressaltar que a popularidade da Banda Catedral no cenário do pop rock gospel jamais foi preenchida ou superada por qualquer outra banda que veio na esteira do sucesso dos quatro jovens da Baixada Fluminense com suas letras inteligentes, uma sonoridade que remetia ao Legião Urbana e uma postura roqueira bem diferente do padrão quadradinho e politicamente reinante naquela época em termos de música gospel. Então, a saída da Banda do <em>cast</em> de uma gravadora gospel para uma empresa multinacional gerou um verdadeiro rebuliço no meio evangélico naquela época e esta informação sobre a ‘ida do Catedral ao Jô Soares’ reverberou de uma forma impressionante nos quatro cantos do país.</p>
<p>Voltando ao boato da ida ao programa de TV, me recordo que o presidente da Line Records em visita à sua terra natal, Teófilo Otoni, cidade do interior de Minas Gerais, comentou com seus parentes e amigos sobre a contratação do Catedral, quando foi surpreendido pelos comentários das pessoas sobre a fatídica entrevista no programa de TV. Muito surpreso e porque não dizer apreensivo, ele insistia aos seus interlocutores se eles haviam escutado sobre o fato ou mesmo assistido ao programa. No início, num misto de empolgação e dúvida, seus amigos diziam que haviam assistido, mas minutos depois diziam apenas que conheciam um amigo do amigo que havia assistido ao programa. Dúvida reinante!</p>
<p>Na época da contratação da Banda me lembro de ter comentado com Kim sobre esse fato. Ele me confidenciou que o boato era fortíssimo e em todos os shows que faziam pelo país sempre aparecia alguém perguntando sobre essa entrevista. Então tive um <em>insight</em> de usar esse fato como um factóide para convidar a imprensa para a coletiva. No convite do evento eu oferecia uma recompensa em dinheiro, algo como uns 50 mil reais hoje, para quem trouxesse uma cópia do programa em vídeo. A repercussão foi enorme e esse fato suscitou perguntas muito elucidativas na coletiva. Daí em diante, creio que o boato acabou caindo no anedotário popular e tornou-se um exemplo claro de como uma informação maldosamente inventada pode ter resultados trágicos!</p>
<p>Pra resumir a história, a Banda Catedral lançou naquele momento o projeto “Acima do nível do mar” com mais de 200 mil CDs vendidos e cerca de 100 mil DVDs. A agenda de shows voltou a ficar intensa e a banda retornou ao cenário gospel, inclusive abocanhando muitos e muitos prêmios à época.</p>
<p>Na verdade, esta mega e longa introdução tem como objetivo principal comentar sobre uma situação que vejo se repetir constantemente nas mídias, sejam evangélicas ou seculares, a saber: o mercado fonográfico está no fim! É impressionante como o <em>approach </em>da mídia quando se refere à indústria fonográfica sempre tem um clima funesto como se o caixão estivesse prestes a descer os sete palmos da cova. Sempre os comentários apontam que o mercado fonográfico é um paciente terminal atingido pelo câncer da pirataria ou que a internet chegou para acabar com o CD físico e por aí vai num clima de UTI de hospital público. Uma desgraceira só!</p>
<p>É óbvio que o mercado fonográfico sofreu uma mudança consistente nos últimos 10 anos. No entanto, a mudança não determina a morte de uma indústria e sim, a mudança de paradigmas! Se há tempos atrás no Brasil tínhamos cerca de 3 mil pontos de vendas de CDs, hoje temos nada mais nada menos do que 200 milhões de aparelhos de celular. Ou ainda, se no passado a interação do consumidor se dava através de aparelhos 3 em 1 ou naqueles aparelhos de walkman, hoje essa experiência se dá através dos computadores pessoais, novamente pelos celulares, pelos canais de TV e uma série de outras traquitanas tecnológicas!</p>
<p>Foi noticiado dias atrás que a jovem cantora Paula Fernandes superou 1 milhão de cópias vendidas. A cantora Adele, considerada uma das maiores revelações da música pop internacional tem um de seus vídeos assistidos por mais de 150 milhões de pessoas em todo o mundo. No âmbito da música gospel, estamos prestes a confirmar a venda de 300 mil CDs da cantora Damares, isso em menos de um ano de lançamento de seu trabalho. Outro dado que impressiona é a enorme e meteórica venda de ingressos para o Rock in Rio, hoje oferecidos no mercado ‘negro’ por 500% acima do valor original. Em suma, vale a pena deixar claro e, creio que isso é um papel que a imprensa deve assumir e entender, que a indústria fonográfica vive um momento novo, diferente do passado, mas não menos expressivo e importante. Acho importante deixarmos isso bastante claro até para que não sejamos meros repetidores de uma notícia erroneamente apresentada.</p>
<p>Aos nossos 42 leitores (sim! cabei de reconhecer o amigo Paulo Alberto, vulgo P.A. como o 42º membro da elite de leitores do blog) espero que toda vez que alguma pessoa venha com comentários de que o mercado de música está em fase terminal, vocês lembrem-se desse texto e rechacem o início de uma onda de boataria.</p>
<p>________________________________________________________________________________________<br />
<em>Mauricio Soares, blogueiro, tuiteiro, jornalista, publicitário, peladeiro de fim de semana e amante da verdadeira notícia.</em></p>

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		<title>As Dez Pragas do Egito: fenômenos naturais</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 14:16:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos André Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ana Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência e Religião]]></category>

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A bíblia em Exodo narra a história de vida de um povo, que liderado por Moisés foi em busca da terra prometida.
Moisés era hebreu e foi criado pela filha de Faraó. Ao chegar a idade adulta não suportou ver seu povo oprimido e escravizado e ao matar um e egípcio fugiu para o deserto, possivelmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1229" title="The Fifth Plague of Egypt, Joseph Mallord William Turner, 1800. Exhibit in the Indianapolis Museum of Art, Indianapolis, Indiana, USA." src="http://www.observatoriocristao.com/observatorio/wp-content/uploads/2011/08/10.jpg" alt="The Fifth Plague of Egypt, Joseph Mallord William Turner, 1800. Exhibit in the Indianapolis Museum of Art, Indianapolis, Indiana, USA." width="590" height="387" /></p>
<p>A bíblia em Exodo narra a história de vida de um povo, que liderado por Moisés foi em busca da terra prometida.</p>
<p>Moisés era hebreu e foi criado pela filha de Faraó. Ao chegar a idade adulta não suportou ver seu povo oprimido e escravizado e ao matar um e egípcio fugiu para o deserto, possivelmente para a terra de Midiã arqueologicamente não encontrada pela localização indicada na bíblia, até que lhe aparecera um anjo do Senhor.</p>
<p>“E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça. E o Senhor disse: Moisés, Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor. Portanto desci para livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga. Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito.</p>
<p>Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?</p>
<p>E disse o Senhor: Certamente eu serei contigo e isto te será por sinal de que eu te enviei. Quando houveres tirado este povo do Egito, servireis a Deus neste monte” Exodo 3:1-12</p>
<p>Ao obedecer à voz de Deus e voltar para o Egito, Moisés encontrou grande resistência, pois duro era o coração de Faraó.</p>
<p>Relata a bíblia que Deus decide enviar então as 10 pragas – Sangue, Rãs, Mosquitos, Moscas, Peste, Feridas, Chuvas de Pedras, Gafanhotos, Trevas e a Morte dos Primogênitos.</p>
<p>Para os estudiosos as “10 pragas do Egito” é a descrição científica de fenômenos naturais que foram se desencadeando um após outro.</p>
<p>A primeira praga – <em>Ex 7:17 “Ferirei as águas que estão no rio, e tornar-se-ão em sangue”</em></p>
<p>A água banhada em sangue pode ser explicada pela chamada maré vermelha, que ocorre em certas partes do oceano todos os anos, fruto da proliferação de microalgas dinoflageladas. Estas microalgas se desenvolvem na água do mar apenas na região onde há a penetração de luz (zona fótica). As marés vermelhas, na verdade são explosões populacionais dessas algas que mudam a coloração da água e essa coloração libera toxinas que dissolvem o oxigênio da água fazendo com que os seres aquáticos que não morrem venham a fugir. Fato que desencadearia a segunda praga</p>
<p>A segunda praga – <em>Ex 8:3 “E o rio criará rãs, que subirão e virão à tua casa, e ao teu dormitório, e sobre a tua cama, e as casas dos teus servos, e sobre o teu povo”</em></p>
<p>Com a toxina despejada nas águas as rãs fugiram dos rios e invadiram as casas, sem alimento e fora do seu habitat natural essas rãs morreram e então vieram a deflagrar as próximas duas pragas</p>
<p>A terceira praga <em>– Ex 8:17 “estendeu a sua mão com a sua vara, e feriu o pó da terra, e havia muitos piolhos nos homens e no gado; todo o pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egito”</em></p>
<p>Os piolhos em grande quantidade causaram alergias e estas causaram feridas que com a falta de tratamento adequado infeccionavam.</p>
<p>A quarta praga – <em>Ex 8:21 “ se não deixares ir o meu povo, eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e às tuas casas; e as casas dos egípcios se encherão destes enxames, e também a terra em que eles estiverem”</em></p>
<p>Segundo estudiosos as moscas, não eram moscas comuns, mas as chamadas moscas de estábulos que voam em enxames, possuem ferrões como pinças, e ao picarem produzem feridas deixando o corpo exposto a infecções, o que veio desencadear a quinta praga</p>
<p>A quinta praga – <em>Ex: 9:3 “Eis que a mão do Senhor será sobre teu gado, que está no campo, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois, e sobre as ovelhas, com pestilência gravíssima”</em></p>
<p>As infecções causadas pelos piolhos, e acentuada pelas moscas teria causado o que chamamos de febre catarral maligna – A <strong>febre catarral maligna</strong> (FCM) uma doença infecciosa, pansistêmica, causada por um vírus que afeta ruminantes domésticos e silvestres, e ocasionalmente, suínos. A doença teria exterminado os animais.</p>
<p>A picada das moscas e os piolhos teriam desencadeado a sexta praga</p>
<p>A sexta praga – <em>Ex: 9:9 “E tornar-se-á em pó miúdo sobre toda a terra do Egito, e se tornará em sarna, que arrebente em úlceras, nos homens e no gado, por toda a terra do Egito”</em></p>
<p>Os piolhos causaram coceiras (sarnas) e as picadas das moscas pústulas que infeccionadas causaram ulceras tanto nos homens como nos animais.</p>
<p>Como podemos ver descrito acima, nessa cadeia de sucessões, as pragas de 1 a 6 estão interligadas, no entanto, a sétima praga não caberia nessa sequência de fatos, porém ela pode ser também cientificamente explicável</p>
<p>A sétima praga – Ex<em>: 9:18 “Eis que amanhã por este tempo farei chover saraiva mui grave, qual nunca houve no Egito, desde o dia em que foi fundado até agora”</em></p>
<p>Houve uma terrível chuva de granizo, não comum naquela região, mas historicamente conhecida.</p>
<p>O frio e a umidade repentina, no clima quente e abafado da região criaram um ambiente ideal para a eclosão de insetos, desencadeando assim a oitava praga</p>
<p>A oitava praga – <em>Ex: 10:4-5 “eis que trarei amanhã gafanhotos aos teus </em>termos<em>. E cobrirão a face da terra, de modo que não se poderá ver a terra; e eles comerão o restante que escapou da saraiva; também comerão toda a árvore que vos cresce no campo”</em></p>
<p>A eclosão de gafanhotos se deu pelo ambiente propício do clima seco e árido precedido pela chuva e umidade abundante, e essa grande eclosão fez destruir tudo que houvesse no campo.</p>
<p>A oitava praga também não teria sido fator desencadeante para a nona.</p>
<p>Teria sido as trevas então, o sinal da ira de Deus? Segundo cientistas as trevas teriam sido causadas por um fenômeno chamado Cahnsin</p>
<p>A nona praga – <em>“Ex:10:21-22 “ Estende a tua mão para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, trevas que se apalpem. E Moisés estendeu a sua mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por três dias”</em></p>
<p>“Cahnsin” o fenômeno causador seria uma tempestade de areia. Estas tempestades transformam os dias em noite e chegam a durar três ou mais dias, atingem 140 km/h e 1500m de altura, levanta areia o suficiente para cobrir o sol, deixando assim a terra escura.</p>
<p>A décima e última praga enviada foi a mais difícil de ser explicada pela comunidade científica, mas também possível.</p>
<p>A décima praga – <em>Ex 11-5 “E todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que haveria de assentar-se sobre o seu trono, até ao primogênito da serva e todo o primogênito dos animais”</em></p>
<p>A explicação estava nos alimentos – com as pragas anteriores a terra encontrava-se doente, peixes mortos, alimentos estragados e a colheita destruída por gafanhotos. O que restava de alimento era armazenado.</p>
<p>Os grãos eram armazenados em condições precárias e assim produziam fungos na parte superior dos fardos. Os fungos que se reproduziam rapidamente eram tão potentes que se ingeridos ou inalados matavam de um dia para o outro.</p>
<p>No Egito e Oriente Médio há uma tradição de que o primogênito além de receber porção dobrada, é alimentado primeiro, assim como os animais dominantes (mais velhos), então cabia a ele a parte superior e a maior onde os fungos se proliferavam. Ocorrendo dessa forma a morte de todos os primogênitos dos homens e também dos animais.</p>
<p>E então Faraó cedeu&#8230;</p>
<p>Como cientista, acredito que todas as explicações dadas acima são totalmente plausíveis, porém levanto uma questão, exceto pela última praga que sabemos como escravos, os hebreus, não tinham acesso aos alimentos que os egípcios armazenavam e por isso teriam sido poupados dessa praga, eles foram sujeitos ao mesmo ambiente e condições climáticas, no entanto, foram poupados das conseqüências das demais pragas.</p>
<p>Porém, o fato de a ciência determinar que as 10 pragas do Egito possam ser explicadas cientificamente não as faz desacreditadas. Em vez de desacreditar os milagres, a hipótese da ciência os reforça.</p>
<p>Ao mostrar como cada coisa aconteceu em hora e lugar favoráveis ao povo judeu, mostra também que cada um dos eventos contribuiu para os propósitos de Deus.</p>
<p>Seria concebível que cada ocorrência tenha acontecido como descreve os cientistas, porém idealizados e perfeitamente dirigidos por Deus, comandando todas as ações naturais&#8230;</p>
<p>___________________________________________________________________________</p>
<p>Ana M. de Souza Lopes<br />
Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo</p>

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		<title>Procurando o Equilíbrio e Bom Senso</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 13:51:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos André Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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Ultimamente tenho permanecido um pouco mais distante das salas de embarque e dos vôos pelo nosso imenso Brasil e coincidência ou não, os meus textos para o Observatório Cristão também rarearam nos últimos dias. Na verdade, além de permanecer mais tempo em solo do que o habitual, minha vida tem sido uma verdadeira loucura com [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-1222" title="New York, 7 de agosto de 1974. Depois de seis meses de preparação, Philippe Petit, um jovem artista francês, atravessa ilegalmente o abismo entre as torres do World Trade Center." src="http://www.observatoriocristao.com/observatorio/wp-content/uploads/2011/08/wtc19741.jpg" alt="wtc1974" width="590" height="404" /><br />
</strong></p>
<p>Ultimamente tenho permanecido um pouco mais distante das salas de embarque e dos vôos pelo nosso imenso Brasil e coincidência ou não, os meus textos para o Observatório Cristão também rarearam nos últimos dias. Na verdade, além de permanecer mais tempo em solo do que o habitual, minha vida tem sido uma verdadeira loucura com a aproximação da Expo Cristã e com inúmeros projetos em CD e DVD em produção simultânea que demandam muita atenção, cuidado e tempo. Então, peço desculpas aos 41 leitores (isso mesmo! Já passamos a incrível marca de 40 leitores assíduos ao blog!) pela demora na atualização de textos de nosso humilde, mas limpinho blog.</p>
<p><span id="more-1220"></span></p>
<p>Quero aproveitar também para informar aos nossos leitores de que nos próximos dias teremos um novo visual no Observatório Cristão. O nosso <em>web designer</em> Vlad Lacerda está caprichando para lançarmos a versão 2.0 do blog com uma série de ferramentas e novidades.</p>
<p>Nestes dias de sequidão criativa para o blog fiquei pensando sobre qual tema eu deveria tratar para o Observatório Cristão. Hoje conversando com um produtor musical ele me sugeriu falar sobre “equilíbrio” do ponto de vista do marketing. O nosso papo surgiu ao comentarmos de uma determinada artista que tinha uma conduta pessoal de não participar de muitas ações de marketing, algo como uma “artista caramujo” ou algo do tipo. Na conversa eu disse que discordava daquela postura, até porque cada vez mais a concorrência irá se acirrar e cada artista deverá buscar a melhor exposição de seu trabalho e tudo mais.</p>
<p>Aí o papo enveredou para o oposto do ‘marketing de mosteiro’, ou seja, o ‘marketing de celebridades’ onde o artista não perde uma oportunidade de se expor, muito mais ainda do que expor seu talento ou sua arte. O meu querido amigo produtor começou a elencar atitudes cotidianas que extrapolam o bom senso da auto-promoção e tive que concordar com ele de que realmente tem muita gente em nosso meio exagerando na dose!</p>
<p><strong><em>Pano rápido &#8230;</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>Anos atrás entrei numa discussão com um dono de gravadora que demonizava o marketing e fazia loas ao purismo da adoração e louvor. O seu discurso era espiritualizado demais, mas cheio de contradições, afinal ele vendia seus produtos, portanto de qualquer forma, utilizava-se das ferramentas do marketing. Recordo-me que perguntei a ele se os seus produtos eram doados, se eles não tinham um tratamento estético de capa, se ele não investia nas mídias, enfim, se ele efetivamente agia como opositor ferrenho das mais básicas noções do marketing.</p>
<p><strong><em>Voltando &#8230;</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>Analisando o nosso mundinho gospel e dentro da sugestão do meu amigo produtor, percebo que devemos realmente buscar um perfeito equilíbrio entre o marketing e o espiritual ou mesmo o bom senso. Do ponto de vista do marketing, todo e qualquer artista deve estar antenado às ferramentas e tendências que a sociedade moderna nos apresenta. Neste momento, o <em>must </em>do marketing tem a ver com a internet, redes sociais, segmentação, interatividade, novas mídias e outras novidades.</p>
<p>Todas estas novidades estão chegando ao mercado musical gospel e trazendo reações bem diferenciadas. Hoje temos artistas que fazem tudo por um <em>flash</em> ou uma pauta nas mídias especializadas. Meses atrás tive acesso a um release de um cantor que estaria se casando com a proprietária de uma gravadora. Uma coisa impressionante! A história era típica da Turma do Didi, mas foi enviada para várias mídias como se fosse realmente algo digno de ser publicada (por conta do crivo editorial e censor de meu amigo Carlos André, esse <em>post </em>não foi publicado!). A necessidade de se virar notícia é algo que impressiona! E para isso, infelizmente, tem muita gente não medindo esforços e perdendo o senso do ridículo!</p>
<p>No entanto, essa característica de auto-promoção não está restrita aos artistas, mas também a muitas empresas do meio. É impressionante como existem empresas no segmento que agem como se o mundo exterior não existisse! Tudo o que fazem é maravilhoso! Tudo o que realizam é estupendo! Qualquer ida a um programa da Rede Brasil com audiência zero assume ares de intervalo do SuperBowl com zilhões de telespectadores. Chega a ser hilário ler as notícias e textos auto-elogiosos destas empresas, um tratado do que não se deve fazer em termos de formação e consolidação de imagem!</p>
<p>Em contraposição à postura de massificação e exacerbação da imagem, também lidamos com aqueles ‘eremitas’ que preferem se esconder do mundo, do estrelato, em suas redomas protegidas usando como argumento a espiritualidade. Em seus discursos perfeitamente assépticos, estes artistas marcam posição contra toda exposição e marketing afirmando que <em>“toda honra e glória não a mim, mas somente a Ele” </em>e, com isso, seguem suas vidinhas numa estratégia de marketing meticulosamente planejada de não se expor criando assim, efetivamente, uma marca própria do não-marketing como marketing. Neste caso é óbvio que toda a glória deve ser dada a Deus! Ninguém discorda disso! Mas mesmo Jesus era um bom orador, entendia de psicologia e da natureza humana, não fugia das polêmicas, do contato com o público e era um excelente marqueteiro, afinal seus ensinamentos se perpetuaram até os dias atuais, sem que tivesse a imprensa, rádio, TV ou mesmo a web como ferramentas de divulgação.</p>
<p>Por fim, temos o artista do “bom senso”! E confesso, este é alguém meio raro nesse meio de holofotes que vivemos hoje! E o que é um artista de “bom senso” no tocante ao marketing pessoal? É justamente aquele artista que consegue entender que as ferramentas do marketing devem ser meticulosamente utilizadas para atingir a objetivos próprios. Uma das maiores características do marketing, inerente ao processo, é justamente o planejamento. Vejo que muito artistas, a grande maioria por sinal, ainda não entendeu o que é planejar uma carreira artística. O planejamento de marketing é algo imprescindível no dia a dia de um artista de “bom senso”, pois desta forma ele poderá dosar com todo cuidado suas ações de marketing sem risco de extrapolar na exposição e resultados.</p>
<p>O artista de bom senso no meio gospel é aquele indivíduo que sabe perfeitamente que o objetivo principal de sua arte é divulgar a Palavra de Deus e como tal, com toda esta responsabilidade divina, deve ser tratada com máxima atenção e dedicação. Quando o artista entende que justamente por ser para Deus que deve ser feito todo esforço, trazendo uma uma imagem de qualidade e eficácia à sua carreira, objetivamente o bom senso passa a operar.</p>
<p>Em rápidas palavras, o artista deve entender que equilíbrio em nosso meio significa saber usar as ferramentas do marketing com eficácia e profissionalismo. Significa também que o artista nunca deve perder o objetivo principal de sua arte, que é levar a mensagem de Deus. Sabendo dosar estas duas atribuições, chegamos ao protótipo (quase) perfeito de um artista com bom senso e equilíbrio. Quem se habilita?</p>
<p>_________________________________________________________________</p>
<p><em>Mauricio Soares, publicitário, jornalista e alguém sempre à procura do perfeito equilíbrio.</em></p>

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